"Nenhum ser humano é capaz de esconder um segredo. Se a boca se cala, falam as pontas dos dedos..."(Freud)

sábado, 17 de setembro de 2011

Sobre formas e espaços

Um dia, sem mais nem menos, a gente acorda diferente. Já não queremos as mesmas coisas que até ontem queríamos, já não temos mais os mesmos pensamentos, nem os mesmos desejos. Percebemos que já não cabemos na mesma vida que sempre tivemos, que crescemos demais ou o espaço encolheu: é preciso partir em busca de um novo espaço, de um novo mundo.
Não é culpa nossa, nem de ninguém. Crescer faz parte de sermos humanos, é a ordem natural das coisas. Como a uma criança que cresce as bonecas já não satisfazem, a nossa alma já não se contenta com o que até então nos era certeza, e delas, a única que nos resta é a necessidade de mudança. É de dentro pra fora, é quase inevitável. 
Mas às vezes, relutamos. Insistimos no espaço já acostumado à nossa alma, queremos nos obrigar a viver apertadinhos, de uma forma que contraria os princípios de renovação do universo. Sofremos e, no final, acabamos por aceitar nossa nova condição da forma mais difícil. 

E se fizéssemos diferente alguma vez? E se aceitássemos que já não somos os mesmos, logo, as mesmas situações e perspectivas já não servem? E se... ?

2 comentários:

Rafael Dourado disse...

Declaro arbitrariamente esse post um prólogo do meu “E se…” http://autocritica.com.br/2011/07/e-se/ hahahaha. Bem-vinda de volta, moça. Fez falta!

Limerância disse...

Boa reflexão, que, em dado momento da vida, cabe a qualquer um de nós... As vezes tenho essa conversa intimista, e também coloco o ' e se...' até perceber o quão cruel é essa hipótese, daí, num rompante de autopreservação, mudo o rumo dos pensamentos, e faço isso TAMBÉM por acreditar que vivemos em ciclos, e como tais, há inícios e finais.

Mas, o mais importante é entender que não somos nada, no máximo, estamos.